
A menopausa não precisa ser um período de sofrimento, para amenizar os sintomas conte com as Terapias Alternativas
Terapias Alternativas na Menopausa ajudou a Maria, 53 anos, acordava várias vezes durante a noite devido aos fogachos. Durante o dia, sentia-se cansada, irritada e tinha dificuldade para se concentrar no trabalho. Como muitas mulheres maduras, acreditava que precisava apenas “aguentar firme” porque a menopausa era algo natural.
Mas natural não significa que precise ser sofrido.
Hoje, graças aos avanços da ciência e da medicina integrativa, existem diversas estratégias capazes de aliviar sintomas da menopausa e melhorar significativamente a qualidade de vida.
Entre elas estão as chamadas terapias alternativas ou práticas integrativas, que vêm sendo cada vez mais estudadas por pesquisadores e reconhecidas por instituições de saúde.
Neste guia completo você vai descobrir quais terapias realmente apresentam resultados promissores e como escolher a mais adequada para sua realidade.
O que acontece com o corpo da mulher durante a menopausa?
A menopausa marca o encerramento natural do ciclo reprodutivo feminino e ocorre após 12 meses consecutivos sem menstruação.
Durante esse período ocorre uma redução importante dos hormônios estrogênio e progesterona, provocando mudanças físicas e emocionais.
Os sintomas mais comuns incluem:
✅ Ondas de calor (fogachos)
✅ Suores noturnos
✅ Insônia
✅ Ansiedade
✅ Alterações de humor
✅ Falta de libido
✅ Dores articulares
✅ Cansaço excessivo
✅ Dificuldade de concentração
Segundo especialistas, esses sintomas podem impactar diretamente relacionamentos, vida profissional, autoestima e saúde mental da mulher madura.
O que são terapias alternativas ou práticas integrativas?
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são recursos terapêuticos que buscam cuidar do indivíduo de forma integral, considerando corpo, mente e emoções.
No Brasil, essas práticas são reconhecidas pelo Ministério da Saúde e diversas delas estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O objetivo não é substituir o acompanhamento médico, mas complementar os tratamentos convencionais.
Terapias alternativas na menopausa, as mais estudadas:
1. Acupuntura: uma das Terapias Alternativas na Menopausa mais promissoras

A acupuntura tem sido amplamente estudada para o controle dos sintomas da menopausa.
Entre os benefícios observados estão:
- Redução dos fogachos;
- Melhora da qualidade do sono;
- Diminuição da ansiedade;
- Alívio das dores musculares;
- Maior sensação de bem-estar.
Muitas mulheres relatam melhora já nas primeiras semanas de tratamento.
Quem pode se beneficiar?
Principalmente mulheres que sofrem com ondas de calor intensas, dores corporais e ansiedade.
2. Yoga: equilíbrio para corpo e mente

A yoga combina exercícios físicos, técnicas respiratórias e relaxamento.
Pesquisas mostram que a prática regular pode contribuir para:
- Melhorar a qualidade do sono;
- Reduzir a ansiedade;
- Diminuir o estresse;
- Aumentar a flexibilidade;
- Melhorar a disposição física.
Além disso, ajuda a desenvolver uma relação mais positiva com as mudanças naturais do corpo.
3. Meditação e Mindfulness

A meditação tem se destacado como uma importante ferramenta para mulheres maduras que enfrentam sintomas emocionais da menopausa.
Entre os benefícios observados:
- Menor ansiedade;
- Melhor controle emocional;
- Redução do estresse;
- Maior qualidade do sono;
- Menor percepção dos fogachos.
Bastam alguns minutos diários para começar a perceber resultados.
4. Aromaterapia para Terapias Alternativas na Menopausa
A aromaterapia utiliza óleos essenciais para promover relaxamento e bem-estar.

Os mais utilizados na menopausa incluem:
- Lavanda;
- Camomila;
- Gerânio;
- Alecrim.
Embora não atuem diretamente sobre os hormônios, podem ajudar no controle da ansiedade, irritabilidade e dificuldades para dormir.
5. Fitoterapia

A fitoterapia utiliza plantas medicinais e extratos vegetais para auxiliar no controle dos sintomas.
Alguns dos compostos mais estudados são:
- Isoflavonas de soja;
- Cimicifuga racemosa;
- Amora preta;
- Melissa officinalis.
Mas atenção: nem toda planta é segura para todas as mulheres.
Por isso, o uso deve ocorrer sempre com orientação profissional.
A solução que transformou a vida de uma leitora
Quando Helena completou 54 anos, acreditava que jamais voltaria a dormir bem.
Os fogachos a acordavam várias vezes durante a noite.
O cansaço acumulado gerava irritação constante e conflitos familiares.
Após procurar orientação médica, decidiu adotar uma abordagem integrada:
- Caminhadas diárias;
- Yoga duas vezes por semana;
- Sessões de acupuntura;
- Técnicas de mindfulness antes de dormir;
- Alimentação mais equilibrada.
Após três meses, os episódios de calor diminuíram, o sono melhorou e ela voltou a sentir energia para realizar atividades que havia abandonado.
Sua principal conclusão foi simples:
“Eu não precisava apenas tratar os sintomas. Precisava cuidar de mim.”
Como escolher a terapia ideal?
A resposta depende dos sintomas predominantes.
| Sintoma | Terapia mais indicada |
|---|---|
| Ondas de calor | Acupuntura e fitoterapia |
| Insônia | Meditação, musicoterapia e aromaterapia |
| Ansiedade | Yoga, mindfulness e acupuntura |
| Dores musculares | Acupuntura e hidroterapia |
| Alterações emocionais | Yoga e mindfulness |
O que realmente melhora a qualidade de vida da mulher madura?
Os melhores resultados costumam surgir da combinação de:
✔️ Acompanhamento médico regular
✔️ Alimentação saudável
✔️ Exercícios físicos
✔️ Sono de qualidade
✔️ Terapias integrativas
✔️ Rede de apoio emocional
Nenhuma terapia isolada faz milagres, mas o conjunto dessas estratégias pode transformar profundamente a experiência da menopausa.
Conclusão
Existe um erro muito comum que muitas mulheres cometem durante a menopausa: buscar a terapia perfeita. A verdade é que o maior segredo não está em encontrar uma única solução milagrosa, mas em combinar pequenos cuidados que, juntos, produzem grandes transformações. A ciência mostra que mulheres que associam atividade física, alimentação equilibrada, sono de qualidade e alguma prática integrativa — como yoga, meditação ou acupuntura — costumam apresentar resultados muito superiores às que apostam em apenas uma estratégia. O verdadeiro “pulo do gato” é entender que a menopausa não é um problema para ser combatido, mas uma fase que pede um novo olhar sobre si mesma.
Talvez o sintoma mais importante da menopausa não seja o fogacho, a insônia ou a ansiedade. Talvez seja o esquecimento de si mesma que muitas mulheres carregam após anos cuidando de todos ao redor. A menopausa pode ser um convite para mudar isso. Reserve diariamente alguns minutos para cuidar do seu corpo, da sua mente e das suas emoções. Pode parecer pouco, mas são esses pequenos momentos de autocuidado que, ao longo do tempo, devolvem energia, autoestima e qualidade de vida. Muitas mulheres descobrem que, quando começam a se colocar novamente como prioridade, não apenas os sintomas melhoram — a vida inteira melhora.
Este conteúdo foi elaborado a partir da análise e comparação de informações publicadas por instituições de saúde, universidades, órgãos governamentais e periódicos científicos reconhecidos nacional e internacionalmente. Todas as fontes utilizadas estão listadas ao final deste artigo.
Referências
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: junho de 2026.
REGO, A. J. et al. Práticas Integrativas na Menopausa: Evidências no Alívio dos Sintomas Climatéricos e na Qualidade de Vida. Revista Saúde Coletiva, 2025.
AVIS, N. E. et al. Acupuncture in Menopause (AIM) Study. Menopause Journal, 2016.
VAN DRIEL, C. M. et al. Mindfulness and Behavioral Therapy for Menopausal Symptoms. BJOG, 2019.
SARRI, G. et al. Vasomotor Symptoms Resulting from Natural Menopause: Systematic Review and Network Meta-analysis. BJOG, 2017.
Por Equipe Editorial DEELAS 50+ | Revisado em junho de 2026 | Tempo de leitura: 10 minutos