Categoria: Saúde e Bem Estar

  • Como conciliar trabalho, casa e autocuidado sem culpa e sem exaustão

    Como conciliar trabalho, casa e autocuidado sem culpa e sem exaustão

    Entenda como conciliar trabalho, casa e autocuidado, sem culpa e sem exaustão.

    Conciliar trabalho, casa e autocuidado não é sobre performance.
    É sobre autorespeito.

    Você não precisa:

    • dar conta de tudo
    • provar nada
    • se sacrificar sempre

    Cuidar de si não te atrasa.
    Te sustenta.

    ENTENDENDO PORQUE O CANSAÇO COMEÇA NA MENTE

    Quando o dia começa, a mente já está em funcionamento acelerado. Antes mesmo de levantar da cama, muitas mulheres estão:

    • organizando mentalmente compromissos
    • lembrando de tarefas domésticas
    • antecipando necessidades da família
    • calculando prazos e responsabilidades do trabalho

    Ou seja, o cansaço não começa no corpo, começa na mente.

    Ao longo do dia, as demandas não vêm organizadas em fila. Elas surgem juntas, se sobrepõem e exigem respostas rápidas. Enquanto trabalha, a mulher pensa no que ficou pendente em casa. Enquanto cuida da casa, pensa no que precisa resolver no trabalho. Mesmo nos momentos em que, teoricamente, poderia descansar, a sensação de urgência permanece.

    Quando a noite chega, o corpo finalmente pede pausa. Há sinais claros:

    • fadiga
    • peso nos ombros
    • dor de cabeça
    • vontade de silêncio

    Mas a mente, continua em alerta, revisando o dia, planejando o seguinte e tentando garantir que nada seja esquecido. Esse estado de vigilância constante é conhecido como carga mental, um dos principais fatores de esgotamento feminino.

    Por isso, a dificuldade de conciliar não está apenas na quantidade de tarefas, mas no fato de que não existe desligamento real. O descanso físico, acontece, mas o descanso mental não.

    Essa sensação de “tarefa impossível” nasce exatamente daí:
    Não é falta de organização, nem incapacidade pessoal — é o resultado de um modelo de vida que exige presença constante, atenção permanente e responsabilidade contínua, quase sempre sem pausas suficientes.

    Entender isso é fundamental, porque muda a pergunta central.
    Em vez de “por que eu não dou conta?”, a reflexão passa a ser:
    “O que está exigindo mais de mim do que é saudável?”

    Esse deslocamento de olhar é o primeiro passo para conciliar trabalho, casa e autocuidado de forma mais humana e viável.

    Se você sente que:

    • está sempre cansada, mesmo “dando conta de tudo”
    • vive com a sensação de estar devendo em alguma área da vida
    • escuta muito sobre autocuidado, mas não sabe como encaixá-lo na realidade.

    Este texto foi escrito para você.

    Aqui, não vamos falar de rotinas perfeitas, nem de fórmulas irreais. Vamos falar de vida real, de limites, de escolhas conscientes e de uma forma possível — e mais humana — de conciliar trabalho, casa e autocuidado.


    PORQUE CONCILIAR TUDO FICOU TÃO DIFICIL PARA AS MULHERES

    Antes de aprender como conciliar, é preciso entender por que isso se tornou tão difícil.

    A maioria das mulheres vive uma dupla ou tripla jornada:

    • trabalho formal ou informal
    • cuidados com a casa
    • cuidados com filhos, netos, pais ou familiares
    • carga mental constante (planejar, lembrar, antecipar)

    Mesmo quando existe ajuda, a responsabilidade costuma continuar recaindo sobre a mulher. É ela quem lembra, organiza, ajusta e sustenta.

    Além disso, muitas mulheres cresceram ouvindo que:

    • descansar é preguiça
    • pedir ajuda é fraqueza
    • dar conta de tudo é obrigação

    O resultado é uma rotina pesada, silenciosa e pouco reconhecida.

    👉 Importante dizer: o problema não é você.
    O problema é um modelo que exige demais e acolhe de menos.


    CONCILIAR NÃO É EQUILIBRAR TUDO PERFEITAMENTE

    Existe uma ideia muito difundida de que conciliar trabalho, casa e autocuidado significa manter tudo em perfeito equilíbrio, como se a vida fosse uma balança bem ajustada.

    Mas a vida real não funciona assim.

    Há fases em que:

    • o trabalho exige mais
    • a casa demanda atenção extra
    • o autocuidado precisa ser prioridade absoluta

    Conciliar não é fazer tudo ao mesmo tempo, todos os dias, com o mesmo nível de entrega.

    É nesse momento que surge o sentimento de culpa.

    Mas o que é a culpa afinal? Como me livrar dela?

    ENTENDENDO A CULPA

    A culpa é uma emoção ligada à percepção de que falhamos com alguém, com uma regra ou com uma expectativa — real ou imaginada.

    Do ponto de vista psicológico, ela surge quando há um conflito entre:

    • o que acreditamos que deveríamos fazer
    • e o que conseguimos fazer de fato

    Segundo a American Psychological Association (APA), a culpa é uma emoção social: ela se forma a partir de normas, valores e expectativas aprendidas ao longo da vida, e não apenas de decisões individuais.

    🔗 Fonte: American Psychological Association – Guilt
    https://www.apa.org/monitor/dec01/guilt


    Por que a culpa é tão comum entre mulheres?

    A culpa feminina não nasce do nada. Ela é socialmente construída.

    Desde cedo, muitas mulheres aprendem que:

    • cuidar do outro vem antes de cuidar de si
    • descanso precisa ser merecido
    • dizer “não” é egoísmo
    • falhar em qualquer papel (mãe, profissional, cuidadora) é falha pessoal

    A ONU Mulheres aponta que normas de gênero colocam sobre as mulheres uma expectativa constante de disponibilidade emocional e cuidado, o que aumenta significativamente sentimentos de culpa quando elas priorizam a si mesmas.

    🔗 Fonte: ONU Mulheres – Normas sociais e gênero
    https://www.onumulheres.org.br


    Culpa saudável × culpa tóxica

    Nem toda culpa é negativa.

    ✅ Culpa saudável

    • surge quando ferimos um valor importante
    • ajuda a reparar relações
    • leva ao aprendizado

    ⚠️ Culpa tóxica (a mais comum entre mulheres)

    • aparece mesmo quando não houve erro
    • nasce de expectativas irreais
    • paralisa em vez de orientar
    • gera autocobrança excessiva

    Segundo estudos em psicologia clínica, a culpa tóxica está fortemente associada a ansiedade, depressão e esgotamento emocional.

    🔗 Fonte: National Institute of Mental Health (NIMH)
    https://www.nimh.nih.gov


    A culpa na vida adulta e após os 40/50 anos

    Na maturidade, a culpa costuma mudar de forma.

    Ela aparece como:

    • culpa por não produzir como antes
    • culpa por sentir cansaço
    • culpa por querer mudar
    • culpa por não dar conta de tudo
    • culpa por se priorizar

    A psicóloga Brené Brown, pesquisadora da Universidade de Houston, diferencia culpa de vergonha e explica que a culpa crônica está ligada à ideia de “não sou suficiente”, muito comum em mulheres sobrecarregadas.

    🔗 Fonte: Brené Brown – Daring Greatly
    https://brenebrown.com


    Por que a culpa adoece?

    A culpa constante mantém o corpo em estado de alerta.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), emoções prolongadas de estresse e autocobrança contribuem para:

    • distúrbios do sono
    • dores crônicas
    • fadiga persistente
    • queda da imunidade

    🔗 Fonte: Organização Mundial da Saúde – Saúde mental
    https://www.who.int/health-topics/mental-health

    Ou seja: culpa não resolvida cansa o corpo e a mente.


    Como começar a se livrar da culpa (na prática)

    Livrar-se da culpa não significa deixar de se importar. Significa discernir o que é responsabilidade real do que é cobrança internalizada.

    1️⃣ Nomeie a culpa

    Pergunte:

    “Eu errei de fato ou apenas não atendi a uma expectativa?”

    Nomear já reduz o peso emocional.


    2️⃣ Questione a origem

    Pergunte a si mesma:

    • Quem definiu esse padrão?
    • Essa exigência é humana?
    • Eu cobraria isso de outra mulher?

    Muitas culpas não resistem a esse questionamento.


    3️⃣ Substitua “deveria” por “posso”

    O “deveria” é combustível da culpa.

    Troque por:

    • “posso hoje?”
    • “consigo agora?”
    • “isso cabe na minha energia?”

    Essa mudança reduz autocobrança.


    4️⃣ Pratique limites sem justificativas longas

    Segundo a psicologia relacional, limites claros reduzem culpa com o tempo, porque ensinam o cérebro que dizer “não” não gera abandono.

    🔗 Fonte: Psychology Today – Boundaries and guilt
    https://www.psychologytoday.com


    5️⃣ Diferencie cuidado de sacrifício

    Cuidar não exige desaparecer.
    Ajudar não exige adoecer.
    Amar não exige se anular.

    Essa distinção é libertadora.


    Um ponto essencial: culpa não é falha moral

    Você não sente culpa porque é fraca.
    Você sente culpa porque aprendeu a se responsabilizar por tudo.

    E o aprendizado pode ser revisto.

    “Quando a culpa diminui, não nasce o egoísmo.
    Nasce o equilíbrio.”


    Em resumo

    ✔ Culpa é uma emoção aprendida
    ✔ Mulheres são socialmente mais expostas a ela
    ✔ Culpa crônica adoece
    ✔ Questionar expectativas reduz culpa
    ✔ Autocuidado não precisa de permissão


    Referências utilizadas

    • American Psychological Association (APA)
    • Organização Mundial da Saúde (OMS)
    • ONU Mulheres
    • National Institute of Mental Health (NIMH)
    • Brené Brown – Universidade de Houston
    • Psychology Today

    ENTENDENDO COMO E PORQUE CONCILIAR

    👉 Conciliar é fazer escolhas conscientes e não tentar sustentar tudo ao mesmo tempo com o mesmo nível de entrega. Essa consciência envolve reconhecer que energia não é infinita e que a vida acontece em ciclos, não em linhas retas.

    Há períodos em que o trabalho exige mais atenção: prazos apertados, necessidade financeira maior, projetos que pedem presença. Em outros momentos, a casa demanda mais energia: alguém adoece, surgem questões familiares, mudanças precisam ser feitas. E há fases em que o próprio corpo e a saúde emocional pedem prioridade absoluta.

    Como a mudança de olhar ajuda

    O erro mais comum é tentar manter todas as áreas sempre no máximo, como se fosse possível estar igualmente disponível para tudo, o tempo todo. Esse esforço constante gera exaustão, sensação de fracasso e, principalmente, culpa — porque a mulher sente que nunca está fazendo o suficiente em nenhuma área.

    Quando você entende que não é possível dar o mesmo peso a tudo sempre, algo profundo muda. Você passa a enxergar suas escolhas como ajustes temporários, não como falhas permanentes. Priorizar uma área por um período deixa de ser visto como abandono das outras e passa a ser compreendido como estratégia de cuidado.

    Nesse momento, a culpa começa a diminuir porque ela perde o chão onde se apoia. A culpa costuma surgir quando há um conflito entre expectativa e realidade. Ao alinhar expectativas com o que é possível naquele momento da vida, esse conflito se reduz.

    Você começa a pensar de forma diferente:

    • “Hoje o trabalho precisa de mais energia, e está tudo bem.”
    • “Agora é minha saúde que pede atenção, e isso não é fraqueza.”
    • “Essa fase exige menos, não mais.”

    Essa mudança de olhar devolve algo essencial: autorização interna.
    Autorização para priorizar, para dizer não, para adiar, para descansar sem se punir.

    Conciliar, então, deixa de ser uma cobrança constante e se transforma em um processo de escuta, ajuste e respeito aos próprios limites. E quando há respeito, a culpa perde espaço — dando lugar a escolhas mais leves, conscientes e sustentáveis.


    O que significa conciliar de forma saudável

    Conciliar trabalho, casa e autocuidado de forma saudável é organizar energia, não apenas tempo.

    Isso significa:

    • respeitar seus limites físicos e emocionais
    • adaptar expectativas à realidade atual
    • parar de se medir por padrões inalcançáveis

    Uma forma simples de entender esse equilíbrio possível é pensar em um tripé:

    1. Trabalho possível

    Aquele que cabe na sua vida sem te adoecer.

    2. Casa funcional

    Não perfeita, mas organizada para funcionar.

    3. Autocuidado viável

    Pequeno, constante e real.

    Se um desses pilares cai, os outros também sofrem.


    O TRABALHO: QUANDO ELE OCUPA ESPAÇO DEMAIS

    Para muitas mulheres, o trabalho ocupa mais do que horas do dia. Ele ocupa:

    • a mente
    • a energia
    • o tempo emocional

    Isso acontece especialmente quando:

    • não existem limites claros de horário
    • a mulher sente que precisa provar valor o tempo todo
    • o trabalho se mistura com identidade pessoal

    Limites que protegem

    Conciliar começa quando você estabelece limites, como:

    • horário de início e fim
    • dias sem atendimento ou demandas
    • pausas reais (não só físicas, mas mentais)

    💡 Um trabalho saudável não é aquele que consome tudo, mas aquele que sustenta a vida, e não o contrário.


    A casa: funcionalidade acima da perfeição

    A casa é um dos maiores pontos de culpa feminina.

    Muitas mulheres acreditam que:

    • a casa precisa estar sempre em ordem
    • desorganização é falha pessoal
    • pedir ajuda é sinal de incompetência

    Mas a verdade é outra.

    Casa funcional não é casa impecável

    Uma casa funcional:

    • permite descanso
    • não exige perfeição
    • respeita quem mora nela

    Simplificar tarefas, reduzir excessos, negociar responsabilidades e aceitar que nem tudo será feito do “jeito ideal” é uma forma legítima de autocuidado.

    👉 Organizar a casa não é só arrumar espaços.
    É organizar expectativas.


    ENTENDENDO O AUTOCUIDADO

    Autocuidado virou uma palavra bonita, mas distorcida.

    Ele não é:

    • luxo
    • consumo
    • estética
    • obrigação a mais na rotina

    Autocuidado é tudo aquilo que te mantém inteira.

    Para muitas mulheres, autocuidado pode ser:

    • dormir melhor
    • comer com mais atenção
    • sentar em silêncio
    • dizer “não”
    • diminuir compromissos

    💬 Autocuidado não é algo que você faz quando sobra tempo.
    É algo que permite que o tempo exista sem adoecer você.


    O maior erro: esperar sobrar tempo para se cuidar

    Esse é um dos erros mais comuns.

    A mulher pensa:
    “Quando tudo estiver resolvido, eu cuido de mim.”

    Mas esse momento quase nunca chega.

    Sempre haverá:

    • mais demandas
    • mais responsabilidades
    • mais alguém precisando

    👉 Quem espera sobrar tempo para se cuidar, geralmente se cuida quando o corpo já está pedindo socorro.

    O autocuidado precisa entrar na agenda como compromisso — mesmo que pequeno.


    Um método simples: os 3 blocos possíveis

    Para tornar tudo mais prático, pense sua semana em três blocos:

    • bloco do trabalho
    • bloco da casa
    • bloco do cuidado

    Eles não precisam:

    • ter o mesmo tamanho
    • acontecer todos os dias
    • ser rígidos

    O importante é que existam.

    Algumas semanas terão mais trabalho. Outras precisarão de mais cuidado. Conciliar é ajustar, não controlar.


    QUANDO TUDO SAI DO PLANO: AJUSTE, NÃO DESISTENCIA

    Haverá dias caóticos, semanas cansativas, momentos em que nada funciona.

    Isso não significa fracasso.

    Significa que a vida está acontecendo.

    👉 Ajustar rotas é maturidade.
    👉 Pausar é inteligência.
    👉 Recomeçar é força.

    Se algo pesa demais:

    • reduza
    • simplifique
    • mude o ritmo

    Você não precisa se punir para ser responsável.


    Uma nova forma de se tratar

    “Você não está falhando por estar cansada.
    Está apenas humana.”


    Conclusão: conciliar é respeitar seus limites

    Conciliar trabalho, casa e autocuidado é um processo contínuo de escolhas conscientes.

    Comece pequeno.
    Respeite seu ritmo.
    E lembre-se: você merece uma vida que caiba em você — não uma vida que te esgote.

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  • Neblina Mental na Menopausa: Como Manter a Clareza Mental após os 50

    Neblina Mental na Menopausa: Como Manter a Clareza Mental após os 50

    Introdução: O que é a Neblina Mental e como ela Afeta Mulheres 50+

    Neblina Mental na Menopausa: Como Manter a Clareza Mental após os 50. A menopausa traz uma série de mudanças no corpo e na mente das mulheres. Entre os sintomas mais comuns dessa fase está a neblina mental, um termo popular para descrever dificuldades cognitivas temporárias, como lapsos de memória, falta de concentração e lentidão no raciocínio. Essas dificuldades são comuns durante e após a transição menopausal, mas como sabemos, elas não são permanentes e podem ser tratadas com abordagens adequadas.

    Neste post, vamos explicar o que é a neblina mental, por que ela ocorre, como preveni-la, e as melhores formas de tratá-la. Com base em evidências científicas e em práticas recomendadas por especialistas, você encontrará dicas acessíveis para superar esse desafio e recuperar sua clareza mental.

    O que Causa a Neblina Mental na Menopausa?

    1. Mudanças Hormonais e a Redução do Estrogênio

    O principal fator por trás da neblina mental na menopausa é a queda dos níveis de estrogênio. Esse hormônio tem um papel crucial no funcionamento do cérebro, principalmente nas áreas responsáveis pela memória, atenção e capacidade de aprender. A redução do estrogênio pode afetar negativamente a função cognitiva, resultando em esquecimentos e dificuldades para manter o foco. Estudos demonstram que mulheres na perimenopausa e menopausa são mais propensas a apresentar dificuldades cognitivas temporárias devido a essas flutuações hormonais.

    Fonte: PubMed Central – Menopause and cognitive impairment: A narrative review

    2. Sono Interrompido

    Outro fator importante é a qualidade do sono. Durante a menopausa, muitas mulheres enfrentam dificuldades como suores noturnos e ondas de calor (fogachos), que prejudicam o sono reparador. O sono inadequado afeta diretamente a memória e a função cognitiva. Estudos sugerem que o sono de qualidade é essencial para consolidar memórias e permitir que o cérebro se recupere após um dia de atividades.

    Fonte: Sleep and Brain Function at Menopause

    3. Alterações no Estilo de Vida

    Mudanças no estilo de vida, como uma alimentação desequilibrada, sedentarismo e aumento do estresse, também contribuem para a neblina mental. A dieta pobre em nutrientes essenciais, a falta de exercícios físicos regulares e a constante pressão emocional ou mental podem sobrecarregar a função cognitiva e contribuir para a sensação de “mente nublada”.

    Fonte: Movement and Brain Health During Menopause

    4. Outras Condições de Saúde

    Além das mudanças hormonais, outras condições médicas podem contribuir para a neblina mental. Por exemplo, deficiências de vitamina B12, hipotireoidismo e anemia podem afetar a função cognitiva. Além disso, o uso de certos medicamentos também pode gerar efeitos colaterais relacionados à memória e à concentração.

    Deficiência de Vitamina B12 — impacto no cérebro, sintomas e o que fazer

    A vitamina B12 (cobalamina) é essencial para a produção de glóbulos vermelhos e para o funcionamento do sistema nervoso, incluindo processos cognitivos ligados à memória e atenção. Sua deficiência pode aparecer silenciosamente ao longo de anos e contribuir para alterações de humor, memória e concentração — sintomas que muitas pessoas podem confundir com “neblina mental”. MSD Manuals

    Principais sintomas

    Os sinais podem ser variados e incluem:

    • Cansaço, fraqueza e palidez intensa;
    • Sensação de formigamento ou dormência nas mãos e pés;
    • Dificuldade para caminhar ou perda de equilíbrio;
    • Alterações de humor, como irritabilidade ou depressão leve;
    • Confusão mental, lapsos de memória e atenção prejudicada;
    • Anemia megaloblástica (glóbulos vermelhos grandes e ineficientes). MSD Manuals+1

    Mesmo sem anemia visível, um cérebro com baixo B12 pode funcionar de forma subótima. UNIFAL-MG

    👉 Em estágios avançados, os sintomas neurológicos podem persistir mesmo após corrigir os exames laboratoriais, especialmente se a deficiência for prolongada. MSD Manuals

    Como é diagnosticada

    O principal exame é a dosagem de vitamina B12 no sangue.
    Em casos duvidosos, seu médico pode pedir dosagem de ácido metilmalônico e homocisteína, que sobem quando B12 está baixa. O Povo
    Também podem ser solicitados exames para investigar causas subjacentes como anticorpos para fator intrínseco ou células parietais (no caso de anemia perniciosa). Serviços e Informações do Brasil

    Alimentação para prevenir e tratar

    Boas fontes de B12 incluem:

    • Carnes magras (especialmente fígado), peixes e frutos do mar;
    • Ovos e laticínios;
    • Alimentos fortificados (leites vegetais, cereais, levedura nutricional) — especialmente importantes para vegetarianos/veganos. Verywell Health

    📌 Para mulheres 50+, a absorção pode diminuir com a idade ou uso de medicamentos que reduzem a acidez estomacal — por isso a ingestão através de alimentos e, se necessário, suplementação orientada por profissional de saúde são importantes. ge


    Hipotireoidismo — quando a tireoide lenta prejudica o cérebro

    O hipotireoidismo é uma condição em que a glândula tiroide não produz hormônios suficientes. Esses hormônios influenciam o metabolismo geral — inclusive o funcionamento cerebral — e sua deficiência pode se manifestar como fadiga e dificuldade de concentração, frequentemente confundida com neblina mental. Biblioteca Virtual em Saúde MS

    Sintomas mais comuns

    Mulheres com hipotireoidismo podem notar:

    • Cansaço persistente e sensação de “ritmo lento”;
    • Falhas de memória e dificuldade de concentração;
    • Ganho de peso sem explicação clara;
    • Constipação intestinal;
    • Pele seca, queda de cabelo, unhas fracas;
    • Tendência a sentir frio;
    • Alterações do humor e menor libido;
    • Em algumas pessoas, anemia leve ou aumento do colesterol. Veja Saúde

    Esses sintomas podem se sobrepor com os da menopausa, tornando o diagnóstico um pouco desafiador sem exames específicos.

    Exames usados no diagnóstico

    Os principais exames são:

    • TSH (hormônio estimulante da tireoide) — primeiro a subir quando há hipotireoidismo;
    • T4 livre — geralmente baixo;
    • Testes de anticorpos para verificar causas autoimunes, como tireoidite de Hashimoto;
    • Às vezes, ultrassonografia da tireoide para avaliar estrutura da glândula. Drauzio Varella

    Alimentação e cuidados nutricionais

    Embora a alimentação não substitua o tratamento médico com hormônio (levotiroxina), uma dieta equilibrada pode ajudar a reduzir o desconforto e apoiar o metabolismo:

    • Alimentos ricos em selênio (castanhas do Pará, peixes) e iodo (quando não houver excesso) são benéficos para a função tireoidiana;
    • Incluir fontes de ferro, zinco, vitamina D e complexo B pode melhorar energia e humor;
    • É importante evitar exageros em soja e alimentos muito ricos em goitrogênicos crus (como brócolis cru em excesso) sem orientação clínica.

    Sempre converse com seu endocrinologista ou nutricionista antes de ajustar qualquer dieta relacionada à tireoide.


    Anemia — quando afalta de hemoglobina afeta a mente

    Anemia ocorre quando a quantidade de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, dificultando o transporte eficiente de oxigênio para os tecidos, incluindo o cérebro. A consequente redução na oxigenação pode prejudicar a memória, a atenção e a clareza mental — especialmente em adultos mais velhos. Biblioteca Virtual em Saúde MS

    Tipos e sintomas

    Existem vários tipos de anemia, mas os mais comuns são:

    Anemia ferropriva

    Tipos e sintomas

    • Causada pela deficiência de ferro, é o tipo mais comum.
    • Sintomas: fadiga, fraqueza, falta de ar, palidez da pele e da mucosa, tonturas, palpitações e dificuldade de concentração. Biblioteca Virtual em Saúde MS+1

    Anemia por deficiência de vitamina B12 / ácido fólico

    • Tipo de anemia chamada megaloblástica;
    • Pode apresentar sintomas semelhantes à anemia ferropriva, além de alterações neurológicas como formigamento, confusão mental e dificuldade cognitiva. Tua Saúde

    Exames para detectar anemia

    • Hemograma completo: mostra hemoglobina, hematócrito e características das hemácias;
    • Ferritina sérica, ferro sérico e TIBC: para anemia por deficiência de ferro;
    • Dosagem de vitamina B12 e folato: para anemia por deficiência dessas vitaminas;
    • Exames adicionais (quando necessário): como reticulócitos ou mesmo mielograma em casos especiais. Tua Saúde

    Alimentação para anemia

    Para anemia ferropriva

    • Ricas em ferro heme (mais facilmente absorvido): carnes vermelhas magras, fígado, aves;
    • Fontes vegetais de ferro: feijão, lentilha, espinafre, tofu;
    • Consumir vitamina C (frutas cítricas, acerola) junto ao ferro vegetal melhora a absorção. Biblioteca Virtual em Saúde MS

    Para anemia por deficiência de B12

    • Conforme acima: carnes, peixes, ovos, laticínios e alimentos fortificados com B12. Verywell Health

    A alimentação é um pilar importante, mas em muitos casos suplementação médica é necessária — especialmente se houver absorção deficiente ou causas médicas subjacentes.


    Como essas condições se conectam com neblina mental

    Todas as três — deficiência de B12, hipotireoidismo e anemia — podem apresentar sintomas cognitivos e emocionais que confundem a percepção de “neblina mental”:

    • queda de energia e fadiga;
    • dificuldade em focar ou lembrar nomes;
    • sensação de lentidão no pensamento;
    • alterações de humor. MSD Manuals+1

    O grande diferencial é que essas causas são tratáveis:
    ✔️ exames laboratoriais identificam as deficiências;
    ✔️ ajustes de dieta podem auxiliar no tratamento;
    ✔️ terapias médicas específicas (suplementos, hormônios) podem corrigir o problema.

    Por isso, se você percebe lapsos frequentes de memória ou concentração, especialmente ao lado de fadiga, palidez, cansaço ou alterações de humor, vale conversar com o médico e solicitar exames de sangue completos — hemograma, vitaminas e hormônios — antes de concluir que é apenas “idade”. Biblioteca Virtual em Saúde MS


    Links de pesquisa confiáveis (fontes)

    🔗 Deficiência de Vitamina B12 — Manual MSD: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-nutricionais/vitaminas/defici%C3%AAncia-de-vitamina-b12 MSD Manuals
    🔗 Anemia e causas — BVS Ministério da Saúde: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/69anemia.html Biblioteca Virtual em Saúde MS
    🔗 Hipotireoidismo — Biblioteca Virtual em Saúde: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/hipotireoidismo-2/ Biblioteca Virtual em Saúde MS



    Embora os hormônios desempenhem um papel crucial, a boa notícia é que existem maneiras de prevenir e aliviar a neblina mental durante a menopausa. As estratégias de prevenção envolvem mudanças simples e práticas no seu estilo de vida.

    1. Priorize o Sono

    A qualidade do sono é fundamental para a saúde cerebral. Seguir algumas dicas pode melhorar significativamente a qualidade do seu sono:

    • Estabeleça uma rotina de sono consistente, indo para a cama e acordando no mesmo horário todos os dias.
    • Crie um ambiente favorável ao sono, mantendo o quarto escuro, silencioso e fresco.
    • Evite eletrônicos (celulares, TVs) pelo menos uma hora antes de dormir.
    • Se os fogachos estão afetando seu sono, converse com seu médico sobre tratamentos específicos.

    2. Mantenha o Corpo em Movimento

    Os exercícios físicos têm um impacto positivo na função cognitiva. Atividades como caminhadas diárias, treinamento de força e yoga ajudam a manter o cérebro saudável e estimulam a produção de substâncias químicas cerebrais essenciais, como os neurotransmissores. Estudos mostram que mulheres que se exercitam regularmente apresentam menores sintomas de neblina mental.

    Fonte: Muscle Strength and Cognitive Health

    3. Alimente-se de Forma Saudável

    A alimentação balanceada é essencial para a saúde do cérebro. A dieta rica em frutas, verduras, peixes gordos (ricos em ômega-3) e castanhas pode ajudar a melhorar a memória e a clareza mental. Além disso, dietas como a MIND e a DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) têm se mostrado eficazes na prevenção do declínio cognitivo. Evite o consumo excessivo de açúcares refinados, gorduras trans e alimentos ultraprocessados, pois eles podem contribuir para a inflamação cerebral e o estresse oxidativo.

    Fonte: Mediterranean Diet and Cognitive Health

    4. Reduza o Estresse

    O estresse prolongado pode prejudicar a função cognitiva. Práticas de relaxamento, como meditação, respiração profunda e mindfulness, podem reduzir os níveis de cortisol (hormônio do estresse) e ajudar a melhorar o foco e a memória. Além disso, participar de atividades prazerosas e relaxantes pode manter o cérebro afiado e melhorar a clareza mental.


    Tratamentos para Neblina Mental na Menopausa

    Embora o controle de estilo de vida seja eficaz, em alguns casos, tratamentos médicos podem ser necessários. Aqui estão algumas opções:

    1. Medicamentos

    Em alguns casos, medicamentos podem ser indicados para ajudar a melhorar a função cognitiva. Medicamentos para ansiedade ou depressão podem ser úteis, uma vez que esses distúrbios emocionais também afetam a clareza mental.

    2. Suplementos Nutricionais

    Certos suplementos, como vitamina B12, ácido fólico, vitamina D e ômega-3, têm sido recomendados para melhorar a saúde cognitiva. No entanto, o uso de suplementos deve sempre ser discutido com um médico, já que a eficácia pode variar.

    Fonte: Cognitive Enhancement with Omega-3 Supplements


    Quando Procurar Ajuda Médica

    Embora a neblina mental seja comum durante a menopausa, é importante procurar um médico se os sintomas:

    • Piora rapidamente ou se tornam muito graves;
    • Afetarem gravemente a sua qualidade de vida (dificuldade para realizar tarefas diárias);
    • Vem acompanhados de outros sintomas preocupantes (como perda de memória severa, desorientação ou mudança no comportamento).

    O médico pode realizar exames para garantir que não haja condições subjacentes que exijam tratamento adicional, como hipotireoidismo ou deficiências vitamínicas.

    Enfim, Reencontre Sua Clareza Mental na Menopausa


    A neblina mental pode ser desafiadora, mas não é permanente. Com a abordagem certa, você pode melhorar sua saúde cognitiva.

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  • Exercício Físico: a chave para uma menopausa tranquila

    Exercício Físico: a chave para uma menopausa tranquila

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício mulher madura se exercitando ao ar livre

    Por que falar sobre menopausa, corpo e movimento?

    Exercício Físico: a chave para uma Menopausa tranquila. A menopausa é uma fase natural do envelhecimento feminino, mas também é um divisor de águas — tanto do ponto de vista hormonal quanto físico, emocional e metabólico. Para muitas mulheres, esse período traz sentimentos ambíguos: embora desfrutem da liberdade do fim da menstruação, por outro lado, enfrentam sintomas que podem afetar a rotina, o humor, o sono, o peso e até a autoestima.

    Entre todas as estratégias que a ciência reconhece como realmente eficazes para enfrentar essa etapa com força, autonomia e saúde, uma se destaca com enorme consistência: a prática regular de atividade física.

    Vamos entender aqui por que Exercício Físico é a chave para uma menopausa tranquila, especialmente a musculação e as atividades de baixa intensidade como Pilates — são ferramentas essenciais para a saúde da mulher após os 50, como por exemplo, incorporá-las à rotina e quais benefícios esperar a curto, médio e longo prazo.

    1. Entendendo a menopausa: o que acontece com o corpo

    A menopausa ocorre quando os ovários deixam de produzir quantidades significativas de estrogênio e progesterona; ou seja, dois hormônios essenciais para o funcionamento de praticamente todos os sistemas do corpo feminino.

    Esses hormônios influenciam:

    • a saúde óssea
    • o peso corporal
    • o metabolismo
    • a composição de gordura
    • o humor
    • a força muscular
    • a distribuição de massa magra e adiposa
    • o sono
    • o vigor físico

    Com a queda hormonal, o organismo passa por mudanças inevitáveis, mas que não precisam ser sinônimo de piora na qualidade de vida.

    2. Principais mudanças fisiológicas da menopausa

    1.Perda de massa óssea (osteopenia e osteoporose)


    O estrogênio desempenha papel fundamental na renovação dos ossos. Consequentemente, sem ele, a velocidade da perda óssea aumenta — especialmente no primeiro ano pós-menopausa. De fato, estudos mostram que mulheres podem perder até 20% de densidade óssea nos primeiros 5 anos após a última menstruação

    2.Redução da massa muscular

    A sarcopenia (perda progressiva de músculo) acelera após os 50 anos, e a ausência do estrogênio potencializa essa queda.

    3.Redistribuição da gordura corporal

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico -mulher segurando a gordura da  barriga

    O corpo passa a acumular mais gordura na região abdominal e, consequentemente, aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão e outras doenças cardiovasculares

    4.Queda no metabolismo basal

    O organismo passa a gastar menos calorias em repouso, o que facilita o ganho de peso.

    5.Alterações no humor, sono e disposição

    Ondas de calor, irritabilidade e insônia são sintomas que impactam diretamente energia e motivação.

    3.Por que a atividade física se torna indispensável depois dos 50?

    Porque ela atua exatamente onde a menopausa fragiliza o corpo:

    • músculos
    • ossos
    • metabolismo
    • circulação
    • humor
    • sistema cardiovascular

    4. Como o exercício modifica o corpo da mulher na menopausa: a ciência por trás dos benefícios

    4.1. Exercício e os ossos: por que a musculação é tão poderosa

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico -mulher treinando com halteres

    Estudos mostram que:

    Musculação + menopausa = proteção óssea real

    • Treinos com resistência aumentam ou mantêm a densidade mineral óssea tanto em quadril quanto em coluna (MDPI, 2023).
    • Mulheres que praticam musculação de 2 a 3 vezes por semana apresentam redução de até 30% no risco de fraturas (Unimed; GE Globo).
    • Exercícios de resistência regulam mediadores inflamatórios e hormônios relacionados à saúde óssea.

    4.2. Por que isso é crucial?

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício FísicoMenopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico- mulher com perna engessada

    Porque fraturas após os 50 são um dos maiores fatores de perda de autonomia.
    Fraturas de quadril têm impacto direto na qualidade de vida e na mobilidade a longo prazo.


    4.3. Exercício e o peso: combatendo o ganho de gordura abdominal

    A gordura centralizada (na barriga) aumenta fortemente após a menopausa.

    Mas o movimento muda esse jogo.

    5.Exercício Físico: a chave para uma Menopausa tranquila

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico- mulher  correndo na natureza
    • A musculação aumenta a massa magra, elevando o metabolismo basal.
    • Atividades como Pilates, caminhada e exercícios de mobilidade reduzem estresse — e, com isso, a compulsão alimentar e picos de cortisol.
    • Combinar musculação + atividades leves potencializa a queima de calorias ao longo do dia.

    Estudos mostram que mulheres pós-menopausa que realizam treinos combinados apresentam:

    • menor gordura abdominal
    • maior massa muscular
    • melhor índice de massa magra
    • menor risco metabólico
    • melhor sensibilidade à insulina

    5.1. Exercícios de baixa intensidade: mais importantes do que parecem

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico- mulher praticando pilates com bola

    Exercícios como Pilates, alongamentos, yoga suave e caminhadas podem parecer simples, mas têm papel fundamental na saúde da mulher 50+.

    Benefícios principais:

    • Redução do risco de quedas
    • Aumento do equilíbrio e da propriocepção
    • Mobilidade de articulações e coluna
    • Melhora da dor lombar, muito comum após os 50
    • Recuperação mais rápida entre treinos
    • Melhoria da consciência corporal e respiração

    Essas atividades também ajudam a regular o sistema nervoso, reduzindo ansiedade, tensão e sintomas vasomotores.


    6. Por que a combinação musculação + baixa intensidade funciona tão bem

    A combinação é ideal porque cada modalidade atua em um ponto diferente da saúde

    6.1.Tipo de Exercício | Benefícios principais para mulheres 50+

    Musculação — Aumenta a massa magra, protege contra osteoporose, acelera metabolismo
    Pilates — Melhora postura, dores, equilíbrio, flexibilidade
    Caminhada — Regula humor, queima calorias, melhora circulação
    Alongamento — Mantém mobilidade, reduz rigidez e dores articulares
    Mobilidade articular — Prepara o corpo para treinos mais intensos

    Essa estratégia é reconhecida por revisões científicas como uma das mais eficazes para mulheres pós-menopausa.

    6.2. Os 10 Exercícios Essenciais(Para Mulheres 50+)

    O tecido ósseo é uma estrutura viva e altamente responsiva a estímulos mecânicos. Por exemplo, quando você faz musculação, seu corpo recebe ‘sinais’ que estimulam a formação de novos osteoblastos — células responsáveis pela construção óssea


    1. Caminhada Rápida

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico- mulher praticando caminhada rápida

    A caminhada rápida é acessível, segura e uma das formas mais eficientes de ativar o metabolismo na menopausa. Ela aumenta o gasto calórico, melhora o humor e fortalece ossos e articulações.

    Por que é tão boa nessa fase:
    • regula hormônios ligados ao humor
    • ajuda a controlar o peso
    • melhora circulação
    • reduz estresse e ansiedade

    Como fazer: caminhe em ritmo acelerado, mas ainda conseguindo conversar.

    Fonte: Mayo Clinic
    https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/fitness/in-depth/walking/art-20046261


    2. Musculação com Carga Leve ou Moderada

    É o exercício mais poderoso para mulheres após os 50. A musculação desacelera a perda de massa magra, protege os ossos e acelera o metabolismo.

    Por que funciona:
    • aumenta a densidade óssea
    • reduz risco de fraturas
    • combate gordura abdominal
    • melhora postura e força funcional

    Como fazer: use máquinas ou halteres leves. O importante é a técnica.

    Fonte: Harvard Health
    https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/strength-training-build-your-muscles


    3. HIIT Leve (Intervalos de Baixa Intensidade)

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico mulher praticando exercício físico com agachamento com passos laterais

    Versão segura do HIIT tradicional. Ótimo para mulheres que querem controlar o peso sem impacto excessivo.

    Benefícios:
    • melhora sensibilidade à insulina
    • aumenta energia
    • eleva o metabolismo
    • ajuda na redução da gordura abdominal

    Fonte: Cleveland Clinic
    https://health.clevelandclinic.org/hiit-workouts-for-beginners


    4. Treino de Força (com peso corporal ou elástico)

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico- mulher praticando exercício físico com elástico

    Inclui agachamentos, pranchas, flexões adaptadas e movimentos com elástico.

    Por que importa:
    • melhora equilíbrio
    • aumenta força funcional
    • reduz risco de quedas
    • preserva músculos profundos

    Fonte: National Institute on Aging
    https://www.nia.nih.gov/health/exercise-physical-activity


    5. Exercícios em Circuito

    Uma combinação de 5 a 8 exercícios feitos em sequência com pequenas pausas. Trabalha o corpo todo.

    Benefícios principais:
    • melhora condicionamento
    • ajuda no controle do peso
    • otimiza tempo
    • aumenta resistência cardiovascular

    Fonte: American Council on Exercise
    https://www.acefitness.org


    6. Yoga

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico -mulher praticando yoga.

    Aliada essencial para o humor, o sono e o equilíbrio emocional, além de ajudar na flexibilidade e no controle do estresse.

    Por que ajuda:
    • reduz cortisol
    • melhora sono
    • aumenta flexibilidade
    • alivia dores nas articulações

    Fonte: Johns Hopkins Medicine
    https://www.hopkinsmedicine.org/health/wellness-and-prevention/health-benefits-of-yoga


    7. Dança

    Forma divertida de movimentar o corpo, melhorar a coordenação e aumentar serotonina.

    Benefícios:
    • fortalece pernas e abdômen
    • melhora humor
    • trabalha memória e coordenação
    • ajuda a queimar calorias

    Fonte: Harvard Health
    https://www.health.harvard.edu/staying-healthy/dancing-the-body-and-brain-benefits


    8. Agachamento

    Um dos exercícios mais completos para mulheres 50+, fortalecendo pernas, glúteos, lombar e músculos estabilizadores.

    Por que é essencial:
    • aumenta massa magra
    • melhora equilíbrio
    • protege joelhos
    • ajuda na mobilidade do quadril

    Fonte: Verywell Fit
    https://www.verywellfit.com/bodyweight-squat-variations-4588268


    9. Remada (com halteres, elástico ou máquina)

    Fundamental para postura, força dos braços e saúde da coluna.

    Benefícios:
    • reduz dores nas costas
    • fortalece ombros e braços
    • melhora postura
    • combate flacidez nos braços

    Fonte: ACE
    https://www.acefitness.org/resources/everyone/exercise-library/


    10. Respiração 4–7–8

    Técnica poderosa para regular o sistema nervoso e ajudar no sono — especialmente útil quando a progesterona está baixa.

    Como fazer:
    • inspire por 4s
    • segure por 7s
    • solte o ar por 8s

    Benefícios:
    • melhora o sono
    • reduz ansiedade
    • diminui cortisol

    Fonte: Harvard Medical School
    https://www.health.harvard.edu/blog/4-7-8-breathing-2019041916619

    7. Aspectos emocionais e psicológicos: o exercício também ajuda a “passar pela menopausa com leveza”

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico -mulher de braços abertos e sorrindo na praia

    Além dos efeitos físicos, a atividade regular tem impacto profundo no emocional:

    • reduz ansiedade
    • melhora humor
    • diminui ondas de calor
    • melhora a qualidade do sono
    • aumenta autoestima
    • reduz sintomas depressivos

    Há uma ligação direta entre atividade física e o aumento de serotonina, endorfina e dopamina — neurotransmissores essenciais para o bem-estar.


    8.Alimentação + exercício: uma parceria indispensável

    Menopausa: Como evitar a perca de massa óssea, controlar o peso e ganhar vitalidade com Exercício Físico mulher cozinhando alimentação saldável

    Nenhum exercício isolado supera uma alimentação desorganizada. Para mulheres na menopausa, a nutrição deve priorizar:

    • proteína em todas as refeições
    • cálcio (leite, iogurte, vegetais verdes)
    • vitamina D
    • gorduras boas
    • ômega-3
    • magnésio
    • alimentos antioxidantes

    Essa combinação potencializa:

    • resultados nos treinos
    • ganho de massa magra
    • manutenção da massa óssea
    • controle do peso

    9. Exercício Físico: a chave para uma Menopausa tranquila

    A menopausa não deve ser encarada como o “fim da linha”, mas como o início de um novo capítulo, onde a mulher tem mais consciência sobre o próprio corpo e pode tomar decisões que impactarão diretamente sua longevidade, autonomia e qualidade de vida.

    A ciência é clara:
    Musculação + Pilates + atividades leves é a fórmula mais eficiente e segura para mulheres 50+ que querem:

    • proteger os ossos
    • reduzir riscos de doenças
    • controlar o peso
    • manter o corpo forte
    • preservar a independência
    • envelhecer com vitalidade
    TópicoQuando Não Vai BemSintomas ComunsExercícios RecomendadosAlimentação IndicadaVitaminas / MineraisQuando Procurar Médico
    Saúde ósseaRedução da densidade óssea, osteopenia, osteoporoseDor nas articulações, fraturas fáceis, perda de alturaMusculação, caminhada, pilates, impacto leveCouve, brócolis, sardinha, tofu, leite/derivadosCálcio, Vitamina D, Magnésio, Vitamina K2Dor óssea constante, fraturas recorrentes
    Peso corporalGanho de peso hormonal, resistência à insulinaAumento abdominal, inchaço, dificuldade de emagrecerHIIT leve, musculação, caminhada rápidaProteínas magras, legumes, chás, frutas de baixo IGCromo, Zinco, Magnésio, Complexo BGanho de peso rápido, suspeita de tireoide
    MetabolismoMetabolismo lento, menor queima calóricaFadiga, frio, lentidão digestivaTreino de força, circuitos curtos, caminhadaGengibre, chá verde, ovos, castanhasIodo, Selênio, Ferro, B12Fadiga intensa, queda de cabelo, suspeita de hipotireoidismo
    Composição de gorduraMais gordura abdominal e menos massa magraFlacidez, barriga maior, retençãoMusculação + cardio moderadoAveia, proteínas, azeite, abacate, frutas vermelhasÔmega-3, Vitamina C, MagnésioGordura abdominal  excessiva sem causa aparente
    HumorOscilações de estrogênio/progesteronaAnsiedade, irritação, tristezaYoga, dança, caminhada leveBanana, ovos, cacau, peixes gordosB6, B12, Magnésio, Ômega-3Humor instável persistente, ansiedade forte
    Força muscularSarcopenia (perda de massa magra)Fraqueza, dificuldade de subir escadasMusculação com carga, treino resistidoOvos, frango, leguminosas, wheyProteína, Vitamina D, CreatinaPerda rápida de força ou dor prolongada
    Distribuição de massa magra/adiposaGordura vai para abdômen, braços, costasFlacidez, alteração no contorno corporalAgachamento, remada, levantamento terraDieta rica em proteínas e fibrasZinco, B6, B12Mudança corporal repentina
    SonoProgesterona baixa, cortisol altoInsônia, acordar muito, cansaço ao acordarYoga, respiração 4-7-8, caminhada leve à tardeBanana, aveia, maracujácamomilaMagnésio,Triptofano, Melatonina (orientação médica)Insônia por mais de 2 semanas
    Vigor físicoBaixa energia hormonalCansaço, desânimo, fraquezaTreinos curtos, força leve, caminhada rápidaFrutas vermelhas, carboidratos bons, proteínasCoQ10, Ferro (se houver deficiência), Vitamina DFadiga constante mesmo dormindo bem

    Referências utilizadas

    (Os links abaixo foram usados para consulta e aparecem no texto.)

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  • Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa

    “Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa: dicas práticas para mulheres”

    Aprender a cuidar do corpo e da mente durante a menopausa é fundamental para manter a qualidade de vida e o bem-estar…”

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa- mulher de bem com a natureza e com ela mesma.jpg

    Querida leitora, saiba que você não está sozinha. Assim como você, todas nós, mulheres, vivenciamos as dúvidas sobre como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa. Afinal, a menopausa representa uma fase natural de transformações, em que cada mulher a vive de forma individual, pois algumas têm menos sintomas, já outras enfrentam ondas de calor, insônia, alterações de humor e dúvidas sobre o corpo.  Entretanto, o que importa de verdade é que a menopausa nos dá a oportunidade de vermos a vida com uma perspectiva focada no autoconhecimento. Devemos acima de tudo saber reconhecer os sinais do corpo, pedir ajuda e procurar apoio especializado com a finalidade de transformar essa etapa em um período de cuidado e renovação.

    Nosso blog vai compartilhar aqui uma série de artigos sobre os principais desafios da menopausa (saúde física, mental e emocional) para nós mulheres após os 50

    Quando e como a menopausa se apresenta para a Mulher 50+

    A menopausa acontece quando os ovários cessam a produção de estrógenos, razão pela qual a capacidade reprodutiva diminui. Segundo artigo publicado pelo o Ministério da Saúde, a menopausa é , marcada pela ausência de menstruação e confirmada se ocorrer por 12 meses consecutivos. O período que tem início entre os 45 e 55 anos de idade, não tem uma idade predeterminada para acabar, pois cada mulher convive de forma diferente com a fase.

    Menopausa tem data de validade?

    O que se sabe é que o encerramento da menopausa, é quando a mulher para de lidar com os desafios da menopausa e começa a lidar com os da velhice, ou seja com os desgastes do corpo, grande parte deles deixados pela menopausa, quando negligenciada. A menopausa não pode nos parar, desde que não a ignoremos.

    Os principais sinais do corpo e os primeiros desafios enfrentados pela Mulher 50+ durante a menopausa

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa -mulher secando o suor
    • Ondas de calor ou fogachos, com episódios súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e na parte superior do tronco. Geralmente, vêm acompanhados de vermelhidão no rosto, suores, palpitações no coração, vertigens e cansaço muscular;
    • Manifestações como, dificuldade para esvaziar a bexiga, dor, perda de urina, infecções urinárias e ginecológicas, ressecamento vaginal, dor na penetração e diminuição da libido;
    • Aumento da irritabilidade, instabilidade emocional, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, melancolia, perda da memória e insônia;
    • Alterações no vigor da pele, dos cabelos e das unhas, que ficam mais finos e quebradiços;
    • Alterações na distribuição da gordura corporal, que passa a se concentrar mais na região abdominal;
    • Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia;
    • Risco aumentado de doenças cardiovasculares.

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa -fases da vida

    Nossa vida é dividida em fases que vai da Infância à velhice. Em cada fase nos conectamos com o mundo e com nós mesmas de forma diferente. Estarmos na menopausa significa que tivemos o privilégio de Chegar aos 50 anos e isso é uma dádiva. Afinal, são 18.250 dias que nos foram ofertados, pedindo pouco em troca: apenas que vivamos com plenitude. Ao longo desses dias, tivemos a oportunidade de fazer escolhas que nos levaram a experimentar seus resultados, e escolher uma alimentação equilibrada desde a infância, nos levará a uma maturidade saldável.

    A alimentação equilibrada e bem estar

    A cada fase da vida, um estilo de vida nos é imposto tanto pela sociedade quanto por nosso organismo. E a escolha do que comemos faz parte dessa transição.

    Vamos iniciar reduzindo a alimentação que não nos faz bem. De acordo com o sait isso significa: Limitar o consumo de carnes vermelhas, embutidos, açucares e adicionados. Em contra partida, existem tipos de dietas que são ideais para mulheres maduras.

    Escolher a dieta certa é: cuidar do corpo e da mente durante a menopausa

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa- dieta mediterrânea
    • Dieta mediterrânea: A abordagem mais estudada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais, azeite de oliva, nozes e peixe. Associada a um melhor humor, controle de peso, saúde cardíaca e menor colesterol.
    • Dieta DASH (dieta par combater a hipertensão): Semelhante à diet mediterrânea, mas com um foco maior na redução de sal, tornando-a especialmente eficaz para baixar a pressão arterial.
    • Dietas vegetarianas ou veganas: Dietas à base de plantas compartilham os benefícios das dietas Mediterrânea e DASH e podem ajudar a proteger contra alguns tipos de cânceres e de doenças neurodegenerativas.
    • Jejum intermitente: Pode melhorar o metabolismo, a pressão arterial e o colesterol a curto prazo, mas seus benefícios e sustentabilidade a longo prazo permanecem incertos.
    • A soja contém fitoestrógeno, que age no organismo de forma muito semelhante ao próprio estrogênio natural.  Portanto quando é empregada na alimentação humana sob a forma de molho de sojaleite de sojaproteína de soja, soja em grão, etc.), é capaz de aliviar os efeitos da menopausa e da tensão pré menstrual.

    Um estilo de vida moderado aliado a boas noites de sono, combinados com dieta mediterrânea e exercícios físico representam a melhor receita para uma menopausa tranquila.

    O que é o Programa Peso Saudável para melhorar sua alimentação e a prática de atividades físicas

    É um programa interativo, com um acompanhamento de 12 semanas, com informações sobre alimentação adequada e saudável e atividade física, no qual o usuário receberá orientações e desafios relacionados a duas temáticas e poderá registrar os desafios cumpridos e acompanhar seu progresso.

    Atividade Física realmente importa?

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa mulher fazendo exercício

    O estrogênio é uma designação genérica para o grupo de hormônios que são responsáveis pelo controle da ovulação e das características femininas. Com a chegada da menopausa a produção desse hormônio diminui e como consequência, alterações como aumento da gordura abdominal, inflamação, redução da massa muscular e um metabolismo mais lento. Algumas mulheres tornam-se mais cansadas e menos motivada, e menos ativas. Manter-se fisicamente ativa, é extremamente importante para manter o controle dos sintomas da menopausa e uma pós menopausa sem complicações. Exercício físico se apresenta como o segundo pilar da Medicina do estilo de vida.

    Exercício aeróbico (resistência):

    Atividades como caminhar, correr ou andar de bicicleta melhoram a saúde do coração, a circulação, a composição corporal e ajudam a reduzir a pressão arterial e a gordura corporal.

    Treinamento multicomponente:

    Combinar exercícios aeróbicos e de resistência, como “high intensityinterval training” (treinamento intervalado de alta intensidade) (HIIT) ou rotinas mistas, oferece maiores benefícios para os sintomas vasomotores, inflamação, força, flexibilidade e redução de gordura.

    Treinamento de resistência (força):

    Usar pesos, faixas de resistência ou praticar ioga ou tai chi desenvolve massa magra, aumenta a densidade
    óssea, reduz a pressão arterial e melhora a sensibilidade à insulina.

    10 coisas importantes sobre exercício físico

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa-vmulher realizando exercício
    1. A prática de exercícios, de intensidade moderada, durante meia hora por dia é suficiente para que a pessoa deixe de ser sedentário. Estes 30 minutos podem ser contínuos ou divididos em três períodos de 10 minutos cada.
    2. O mais importante é que você pratique alguma atividade que se adapte ao seu estilo de vida e que seja do seu agrado. Caso contrário, são muitas as chances de interrupções.
    3. Pequenas modificações no dia a dia – como subir escadas, saltar do ônibus um ponto antes, passear com cachorro, varrer, cuidar do jardim, lavar o carro, etc. – podem ajudar a movimentar mais e servir como um estímulo para o início de uma atividade física diária.
    4. Os efeitos benéficos da atividade física são observados em pessoas que se exercitam com regularidade. Aqueles com IMC entre 25 e 30 (sobrepeso), nestas condições, podem ter um risco menor de desenvolver diabetes e outras doenças metabólicas do que os sedentários.
    5. De acordo com o United States Departament of Health and Human Services, é importante que os adultos pratiquem duas horas de atividades anaeróbicas (musculação localizada), por semana, além dos 30 minutos de caminhada intensa por dia. Nos casos de pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade e pessoas com problemas no metabolismo ósseo, por exemplo, é preciso ter um cuidado especial na escolha dos exercícios a praticar. Nestes casos, é imprescindível o acompanhamento de um profissional.
    6. Um minuto de atividade física intensa é igual a 2 minutos de atividade moderada. Caminhada em ritmo acelerado, hidroginástica, passeio de bicicleta e jogo de tênis em dupla são alguns dos exemplos para atividade moderada. Já a corrida, a natação, o basquete e o ciclismo são considerados intensas.
    7. Durante a prática de um exercício físico é possível que haja uma redução na taxa de glicose. O indicado, principalmente para pessoas com diabetes, é que carreguem consigo algum tipo de carboidrato de rápida absorção.
    8. As atividades físicas melhoram a sensação de bem-estar, diminuem a ansiedade e a probabilidade de depressão, por liberarem a serotonina (hormônio conhecido como “molécula da felicidade”).
    9. Dentre os benefícios da prática de exercícios estão: a diminuição do apetite, a melhora do humor, a perda de gordura (emagrecimento), o enrijecimento dos músculos, a melhora da imunidade e o retardo do envelhecimento.
    10. Para crianças e adolescentes o ideal são 60 minutos de atividade aeróbica por dia (recreativa), três vezes por semana e de grande intensidade.

    Equilíbrio e bem-estar na menopausa: um novo olhar sobre nós mesmas

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa- mulher sob poressão

    Vivemos sob a pressão de uma sociedade que ainda cultiva o estereótipo da mulher perfeita — aquela que precisa ser boa mãe, boa esposa, boa dona de casa, excelente profissional e, além de tudo isso, manter a aparência impecável de uma boneca.
    Essa cobrança constante, somada ao ritmo acelerado e ao imediatismo dos tempos atuais, tem nos imposto uma carga cada vez maior de estresse e autocobrança.

    A aprendizagem da vida vem com o passar dos anos

    Com o passar dos anos, porém, amadurecemos. E esse amadurecimento traz consigo algo precioso: a aprendizagem da vida, que nos ensina a encontrar o equilíbrio em meio às exigências externas.
    Ainda assim, é importante lembrar que o tempo também traz mudanças físicas e biológicas — e entre elas estão a menopausa e a pós-menopausa, fases naturais, mas que apresentam seus próprios desafios.

    Nesse momento, surge uma necessidade essencial: cuidar da nossa saúde mental.
    Afinal, o estresse pode intensificar sintomas como ondas de calor (fogachos), interferir na qualidade do sono e afetar o bem-estar geral. Por isso, é fundamental adotar hábitos que favoreçam o equilíbrio entre corpo e mente.


    Pequenas mudanças de estilo de vida que fazem grande diferença

    Manter-se saudável durante essa fase é possível — e passa por pequenas mudanças de estilo de vida que fazem grande diferença. Veja algumas estratégias que funcionam:


    1. Pratique atividades físicas regularmente.
      Caminhadas, ioga, pilates e exercícios de relaxamento ajudam a reduzir o estresse, melhoram o humor e diminuem os sintomas da menopausa.
    2. Invista em uma alimentação equilibrada.
      Prefira alimentos naturais, ricos em fibras, cálcio, magnésio e ômega 3. Eles fortalecem os ossos, equilibram os hormônios e trazem mais disposição.
    3. Cuide do sono.
      Um bom descanso é essencial para o corpo se recuperar e a mente se acalmar. Evite estimulantes à noite e crie um ambiente tranquilo para dormir.
    4. Cultive o apoio social.
      Conversar com amigas, familiares ou grupos de apoio torna o estresse mais fácil de lidar e traz uma sensação de pertencimento.
    5. Pratique o mindfulness ou meditação guiada.
      Técnicas de respiração e atenção plena ajudam a controlar a ansiedade e a lidar melhor com os calores e a irritabilidade.
    6. Experimente técnicas de TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental).
      A reestruturação de pensamentos negativos ou o simples ato de escrever em um diário podem ajudar a organizar as emoções e melhorar o humor.
    7. Use a tecnologia a seu favor.
      Aplicativos de meditação, rastreadores de sono ou de atividades físicas são ótimos aliados para manter a motivação e acompanhar sua evolução.
    8. Reserve tempo para a criatividade.
      Atividades como pintura, música ou artesanato proporcionam prazer e ajudam a aliviar o estresse do dia a dia.

    🧬 A importância dos exames periódicos  durante a menopausa

    Querida leitora, a menopausa é uma etapa desafiadora e em razão disso devemos cuidar bem do corpo e da mente durante esse período.
    É um momento de transformação — o corpo muda, os hormônios se reorganizam, e a vida pede novos cuidados. Não espere o desconforto se transformar em sofrimento. Se algum sintoma está limitando sua vida, marque uma consulta. Cuide-se com carinho pois com toda a certeza essa nova fase será o início de uma vida mais saudável, mais consciente e até mais feliz.

    Fazer exames periódicos nessa fase não é apenas uma “obrigação médica”. É como parar para ouvir a voz silenciosa do corpo. Muitas vezes, ele fala baixinho, em sinais sutis que só os exames conseguem traduzir.

    🔍 O que os exames revelam além dos números?

    • Tranquilidade: saber que está tudo em ordem traz paz e reduz a ansiedade.
    • Autonomia: com os resultados em mãos, você participa ativamente das decisões sobre sua saúde, bem como de seu futuro com segurança.
    • Prevenção: muitos problemas começam em silêncio, como resultado de nossa negligencia.
    • Qualidade de vida: cuidar-se hoje significa antes de tudo mais energia e liberdade para os próximos anos.

    💡 Pense nos exames como um mapa do corpo: afinal eles mostram caminhos de equilíbrio e bem-estar.

    Exames essenciais para mulheres 50 mais

    Estratégias criativas para não deixar os exames para depois

    💌 Agenda do autocuidado: escolha uma data especial, como por exemplo o mês do seu aniversário, e transforme em seu “mês da saúde”. Todo ano, você celebra a vida cuidando do corpo.

    📒 Diário de resultados: anote cada exame em um caderno bonito ou aplicativo no celular. Com toda a certeza ver a evolução ao longo dos anos é como folhear um álbum de cuidado pessoal.

    🤝 Dupla da saúde: combine juntamente com uma amiga, irmã ou prima de agendarem exames juntas.


    Tratar a libido na menopausa

    Como cuidar do corpo e da mente durante a menopausa mulher com
baixa libido sexo ruim

    Querida leitora, a menopausa pode trazer alterações também na libido — diminuição do desejo sexual, secura vaginal ou desconforto durante a relação para mulheres após os 50. Isso é completamente comum e não significa que você perdeu a sexualidade ou a capacidade de sentir prazer. Não se sinta desconfortável em procurar ajuda.

    Cuidar da libido é cuidar da autoestima, intimidade e bem-estar emocional.


    🔔 Sinais de alerta

    • Queda do interesse sexual que gera frustração ou tristeza.
    • Dor, desconforto ou secura durante as relações.
    • Dificuldade de alcançar prazer ou orgasmo.
    • Sensação de vergonha ou culpa relacionada à sexualidade.

    Esses sinais não precisam ser enfrentados sozinhas — há diversas formas de tratamento e cuidado.

    Estratégias criativas e práticas para estimular a libido


    💧 Lubrificação e hidratação vaginal: cremes, géis ou óleos íntimos ajudam a reduzir desconforto e dor.

    🧘‍♀️ Exercícios de consciência corporal: yoga, pilates ou exercícios de assoalho pélvico fortalecem a musculatura, aumentam a sensibilidade e promovem conexão com o próprio corpo.

    💬 Diálogo aberto com o parceiro(a): falar sobre desejos, expectativas e limites transforma a relação e aumenta intimidade.

    🌿 Terapias hormonais ou alternativas: Indicado pelo médico, reposição hormonal e terapias locais podem equilibrar libido e aliviar sintomas como secura e dor.

    💞 Ambiente e clima: luz suave, música, momentos de carinho e atenção ajudam a criar a atmosfera adequada para o prazer.


    A menopausa é uma fase de reconexão consigo mesma. Cuidar dessa fase da vida é um ato de amor próprio, um gesto que fortalece sua autoestima, proporciona clareza emocional e bem-estar a mulheres após os 50.

    Lembre-se: ouvir sua mente, acolher suas emoções e buscar apoio não é sinal de fraqueza — é um caminho para viver essa etapa com mais leveza, alegria e plenitude.